Obesidade, o mal que ataca as crianças

Se identificou com a ilustração à cima? Conhece alguém que age exatamente assim?

Então você deve ler esse artigo, onde podemos passar um pouco sobre a obesidade infantil, que tem avançado muito.

Não é difícil engordarmos com tanta variedade de comidas enlatadas, fast-food, hambúrgueres, refrigerantes, são tantas opções, tantas cores, que não só as crianças se sentem atraídas como os adultos também.
Mas, o que esta fartura de alimentos pode causar na vida de uma criança? E o que leva as crianças a se “empanturrarem” dessas guloseimas?

Quando comemos, estamos querendo satisfazer uma necessidade, mas nem sempre é uma necessidade física, por isso comemos bastante e nunca estamos saciados, sempre necessitamos de comer mais, mais e mais.

É certo que a comida lembra afeto, e já vimos alguém oferecer comida para agradar, atrair ou ser simpática. Só que aí, pode “morar” o perigo, ou seja, para suprir a necessidade da falta de afeto comemos. Entre as conseqüências negativas dessa substituição, a obesidade é a primeira a aparecer. E a obesidade não é apenas um problema de estética, mas principalmente de saúde.
Hoje é fácil a obesidade se instalar, principalmente nas crianças. E um erro que muitos pais cometem com seus filhos é fazê-los comer em excesso.

Pois para nós, criança saudável é criança “Fofinha”. Exigindo que comam tudo o que lhe é servido, mesmo sem vontade, achando que os outros verão que estamos cuidando bem de nossos filhos quando conseguimos engordá-los.

Criança gorda, não é sinônimo de criança bem alimentada.
Alimentar uma criança é uma tarefa que exige muita atenção, pois servirá de base para a personalidade da criança. Se desde cedo a nossa forma de alimentar a criança aponta para o desleixo, para o descaso, ou para a chantagem emocional, isso vai refletir na sua personalidade.
Na chantagem emocional, ocorre o apelo para o sentimento de culpa e na chantagem pura, não – emocional, apela-se para a impossibilidade de escolha já que se coloca o outro contra a parede.

Geralmente dois fatores contribuem para a obesidade infantil: excesso de zelo ou falta de zelo. No excesso de zelo a mãe (ou quem cuida) dá uma superalimentação à criança pensando que isto é zelo, que é cuidado. Engorda a criança porque imagina uma relação entre o peso da criança e o cuidado que a ela é dispensado. Na absoluta falta de zelo, engorda a criança por que não seleciona sua alimentação, a criança simplesmente vai comendo tudo o que vê pela frente, não tem horários, como guloseimas à vontade.
Então, podemos concluir que a prevenção à obesidade infantil passa por uma reeducação nos hábitos alimentares de toda a família. É evidente que não aboliremos o prazer de comer, mas devemos estabelecer regras.

Tais como:

  • Não fazer do momento da refeição um momento de guerra;
  • Não torne também a refeição, uma solenidade muito séria;
  • Faça tudo com equilíbrio e naturalidade.

O momento da refeição é um momento de prazer e de encontro familiar, no qual devem imperar alegria e disciplina. E importante à criança não deve ser forçada a comer, se não estiver com vontade. E quando estiver com apetites comer uma refeição saudável, nada de biscoitos ou outras guloseimas.
Se apesar dos esforços que estamos fazendo observarmos que a criança está comendo demais, sem limites, ou por outro lado recusando alimentos, devemos levá-la para uma avaliação psicológica, para que essa criança não venha sofrer de depressão e ter uma evolução do seu estágio de gordinha, para uma obesidade mórbida, pois sabemos que a alimentação está ligada à (in) satisfação afetiva e o “comer demais” ou a recusa podem ser sintomas de depressão.
Então observe seu filho e ajude-o a não se tornar um obeso amanhã.

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Referências Bibliográficas

Revista Psicologia Brasil – artigo – OBESIDADE INFANTIL – Walmir Monteiro – 2005 – São Paulo – SP.

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