O processo do luto

Uma perda sempre é um processo doloroso e difícil de passar. Por isso decide falar sobre as fases do luto.

O luto pode ser definido como um conjunto de reações diante de uma perda, portanto algo a não ser desprezado, e sim, devidamente valorizado e acompanhado, como parte da saúde emocional. O luto é “afinal o acontecimento vital mais grave que a maior parte de nós pode experimentar” (Parkes, 1998, p.44).

Todo processo de luto tem começo, meio e fim; a dor que se sente, transforma-se em lembranças saudáveis para que possamos buscar novos sentidos para continuar a vida.

A seguir podemos ver as cinco fases do luto

Negação – A negação serve como uma defesa que alivia o impacto da notícia. É comum a pessoa fugir do convívio social. Em geral não dura muito tempo e pode aparecer em outros momentos.

Raiva – Nesse estágio pode se revoltar contra a própria vida, as pessoas e também contra Deus. Sentimentos como ressentimentos, revolta e inveja também podem surgir.

Barganha – Não sendo bem-sucedido nas fases anteriores, nessa fase o indivíduo tenta negociar até com Deus. Busca-se algum tipo de acordo para que as coisas voltem a ser como antes. Geralmente é de pouca duração.

Depressão – Nessa fase sentimentos de perda emergem, causando sentimento profundo período de isolamento, introspecção e conscientização de que a perda é inevitável.

(Já falamos sobre depressão aqui no site, para ver clique aqui)

Aceitação – Nessa fase a pessoa aceita sua realidade e não está entregue ao desespero. A dor vira saudade e a saudade é o amor que fica. O enlutado aprende a acomodar a dor dentro de si e percebe que sobrevive. A dor ainda existe, mas expressada em outros sentimentos e gesto. Se existe uma culpa consciente ou inconsciente mal resolvida ela não vai permitir que esta fase chegasse. Um luto sem culpa percorre todas as fases naturalmente.

As pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas depois retornar a ela sem ter avanços por longo período.

Algumas pessoas podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar à aceitação nunca. Outras pessoas passam por todo o ciclo em poucas horas ou dias.

Este é o momento onde a pessoa deve procurar ajuda para conseguir chegar à fase de aceitação, fale conosco pelo e-mail ruth@clickpsi.com ou marque uma consulta através do nosso pré-agendamento clicando aqui.

Referências Bibliográficas: Kubler – Ross, Elizabeth – Sobre a morte e o morrer – São Paulo – Martins Fontes, 1981.

Faça um Comentário