DRUNKOREXIA!? O que a psicologia pode nos ensinar sobre esse transtorno!

Já abordamos aqui no site o problema dos Transtornos Alimentares, mas vale a pena salientar um transtorno que é bem parecido com a Anorexia. O que vai diferenciar esses dois transtornos será a motivação.

Na Anorexia o dilema enfrentado é a obsessão por emagrecer, enquanto que na Drunkorexia, percebemos também uma relação com o corpo, mas o foco principal é o prazer que o álcool proporciona.

Hoje em dia está se tornando comum, várias jovens com garrafas de bebidas na mão, fazendo o uso da mesma e achando que isso demonstra liberdade. Existindo uma preocupação em passar uma imagem de independência.

Devido a essa “epidemia” entre os jovens um novo transtorno vem surgindo à tona, a Drunkorexia. Mas o que seria a Drunkorexia?

DRUNK = Embriagada, Bêbado (inglês), e ANOREXIA = Transtorno Alimentar

Ou seja, para ser socialmente aceito, os jovens estão se utilizando de bebidas alcoólicas. Só que aqueles que sofrem de Drunkorexia, costumam beber antes de comer para relaxar ou fazem para baixar a ansiedade de terem tido a “ousadia” de ter comido alguma coisa. Enquanto outros bebem para despistar a fome.

No caso o álcool se torna substituto alimentar “para não engordar, eu bebo”.

O fato é que as bebidas alcoólicas funcionam como uma anestesia para as emoções ruins, principalmente em relação às frustrações com o próprio corpo. Não é qualquer bebida utilizada nesse transtorno, geralmente elas dão preferência aos destilados como vinho, vodca, uísque, etc., pois a cerveja causa a famosa barriguinha e é justamente o oposto que estão procurando.

As principais causas da busca por bebidas são os fatores biopsicossociais. Ou seja, a compulsão pela bebida é o ponto de ligação entre os distúrbios alimentares, nos quais um dos alicerces que reforçam esse problema é a imagem distorcida do corpo, para tentar se enquadrar nos padrões impostos pela sociedade.

Os efeitos que o álcool causa no organismo, dão a falsa sensação de prazer e é isso que estimula os jovens a continuarem buscando essa sensação. Alguns efeitos proporcionados pelo álcool que atraem bastante aos jovens:

  • Sensação de perda de apetite e saciedade;
  • Faz com que a pessoa durma, ao invés de comer;
  • Diminui a ansiedade e dá a sensação de relaxamento;
  • Falsa ideia de diminuir os problemas e as emoções negativas;
  • Ilusão de liberdade e independência.

Estudos do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) indicam que os anoréxicos estariam mais propensos à dependência de álcool, principalmente as mulheres. No caso da drunkorexia, o uso de substâncias como cocaína, crack e anfetaminas também são comuns, pois ajudam a suprir a sensação de fome.

De acordo com o Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das usuárias de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar. Desse percentual, 41% tinham transtorno do comer de modo compulsivo; 30%, bulimia; e 8% eram anoréxicas.

Felizmente essa doença é de fácil descoberta, afinal, a exposição é muito maior, em função da embriaguez que o álcool provoca.

Geralmente o perfil das pessoas que esse transtorno acomete, são mulheres de 25 a 35 anos de idade, que não tinham problemas de peso antes, mas querem se sentir independentes.

O tratamento deve ser feito o mais rápido possível, pois a pessoa vai obtendo a falsa sensação de prazer com a bebida e vai se afundando cada vez mais. O tratamento feito é multidisciplinar, com o acompanhamento de psicólogos, psiquiatras, médicos e nutricionistas.

É provável que a pessoa resista a isso, por não se sentir doente, mas a conversa e a intervenção nesses casos são fundamentais, para salvar a vida da pessoa.

Obesidade, o mal que ataca as crianças

Se identificou com a ilustração à cima? Conhece alguém que age exatamente assim?

Então você deve ler esse artigo, onde podemos passar um pouco sobre a obesidade infantil, que tem avançado muito.

Não é difícil engordarmos com tanta variedade de comidas enlatadas, fast-food, hambúrgueres, refrigerantes, são tantas opções, tantas cores, que não só as crianças se sentem atraídas como os adultos também.
Mas, o que esta fartura de alimentos pode causar na vida de uma criança? E o que leva as crianças a se “empanturrarem” dessas guloseimas?

Quando comemos, estamos querendo satisfazer uma necessidade, mas nem sempre é uma necessidade física, por isso comemos bastante e nunca estamos saciados, sempre necessitamos de comer mais, mais e mais.

É certo que a comida lembra afeto, e já vimos alguém oferecer comida para agradar, atrair ou ser simpática. Só que aí, pode “morar” o perigo, ou seja, para suprir a necessidade da falta de afeto comemos. Entre as conseqüências negativas dessa substituição, a obesidade é a primeira a aparecer. E a obesidade não é apenas um problema de estética, mas principalmente de saúde.
Hoje é fácil a obesidade se instalar, principalmente nas crianças. E um erro que muitos pais cometem com seus filhos é fazê-los comer em excesso.

Pois para nós, criança saudável é criança “Fofinha”. Exigindo que comam tudo o que lhe é servido, mesmo sem vontade, achando que os outros verão que estamos cuidando bem de nossos filhos quando conseguimos engordá-los.

Criança gorda, não é sinônimo de criança bem alimentada.
Alimentar uma criança é uma tarefa que exige muita atenção, pois servirá de base para a personalidade da criança. Se desde cedo a nossa forma de alimentar a criança aponta para o desleixo, para o descaso, ou para a chantagem emocional, isso vai refletir na sua personalidade.
Na chantagem emocional, ocorre o apelo para o sentimento de culpa e na chantagem pura, não – emocional, apela-se para a impossibilidade de escolha já que se coloca o outro contra a parede.

Geralmente dois fatores contribuem para a obesidade infantil: excesso de zelo ou falta de zelo. No excesso de zelo a mãe (ou quem cuida) dá uma superalimentação à criança pensando que isto é zelo, que é cuidado. Engorda a criança porque imagina uma relação entre o peso da criança e o cuidado que a ela é dispensado. Na absoluta falta de zelo, engorda a criança por que não seleciona sua alimentação, a criança simplesmente vai comendo tudo o que vê pela frente, não tem horários, como guloseimas à vontade.
Então, podemos concluir que a prevenção à obesidade infantil passa por uma reeducação nos hábitos alimentares de toda a família. É evidente que não aboliremos o prazer de comer, mas devemos estabelecer regras.

Tais como:

  • Não fazer do momento da refeição um momento de guerra;
  • Não torne também a refeição, uma solenidade muito séria;
  • Faça tudo com equilíbrio e naturalidade.

O momento da refeição é um momento de prazer e de encontro familiar, no qual devem imperar alegria e disciplina. E importante à criança não deve ser forçada a comer, se não estiver com vontade. E quando estiver com apetites comer uma refeição saudável, nada de biscoitos ou outras guloseimas.
Se apesar dos esforços que estamos fazendo observarmos que a criança está comendo demais, sem limites, ou por outro lado recusando alimentos, devemos levá-la para uma avaliação psicológica, para que essa criança não venha sofrer de depressão e ter uma evolução do seu estágio de gordinha, para uma obesidade mórbida, pois sabemos que a alimentação está ligada à (in) satisfação afetiva e o “comer demais” ou a recusa podem ser sintomas de depressão.
Então observe seu filho e ajude-o a não se tornar um obeso amanhã.

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Referências Bibliográficas

Revista Psicologia Brasil – artigo – OBESIDADE INFANTIL – Walmir Monteiro – 2005 – São Paulo – SP.