O que a Psicologia nos fala sobre a Angústia

Provavelmente você já deve ter passado por este estado, que nasce do desânimo, aparentemente normal.

Se o desânimo permanecer por muito tempo a angústia começa a dar sinal. A angústia é uma sensação de inquietação permanente que pode estar aliada à depressão. A angústia gera uma preocupação constante e muitos pensamentos negativos. Uma pessoa angustiada pode sentir, permanentemente, um tipo de má premonição, como se algo de ruim estivesse para acontecer.

Por consequência disso, pode surgir apatia, depressão e levar até a pessoa ao suicídio.

Devemos ficar atentos para o aparecimento e a constância dos seguintes sintomas:

  • Dores de cabeça constantes;
  • Dores nas costas (não relacionada à atividade física);
  • Má digestão (intestino preso ou diarreia) frequente;
  • Insônia;
  • Tremores;
  • Isolamento e falta de Interesse;
  • Sérios problemas motores;
  • Problemas nas articulações;
  • Fibromialgia.

Em geral, as pessoas que experimentam um quadro de angústia profunda, sentem um extremo vazio no peito e não conseguem mais fazer escolhas simples no dia a dia, sentindo-se confusos e incapacitados diante delas. E esse vazio que a angústia causa é que deixam as pessoas completamente paralisadas frente à vida real.

Sua duração dependerá de como a pessoa irá assumir a situação e da prioridade que der aos acontecimentos que viver. A pessoa também pode ter uma predisposição a permanecer angustiada. E para sair dessa situação a pessoa precisa querer e estar disposto, pois requer que ela expresse tudo o que sente e o que está passando pela sua vida e o que levou a ficar nesse estado. Pois na angustia, a pessoa sente remorso por algo que aconteceu ou mesmo uma agonia, uma inquietação sem motivo aparente, algo como um sentimento de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento, indefinidamente.

O tratamento é muito importante quando a pessoa não consegue mais lidar com essa situação. E na maioria das vezes é feito em conjunto com o psicólogo e psiquiatra, pois a terapia será complementada com medicação, caso seja necessário.

Então sempre que algo estiver te incomodando, por menor que seja, procure um profissional para conversar e te auxiliar.

Dicas para conviver com o TDAH

Sabemos que o TDAH, não é um transtorno exclusivo de crianças, ele pode se estender até a vida adulta, caso não seja tratado na infância. E quando acomete os adultos, fica difícil manter uma vida saudável, tanto pessoal, quanto no trabalho e social. As mudanças de comportamento e a dificuldade de seguir regras prejudicam o convívio de adultos com TDAH com outras pessoas. “Eles são normalmente mais mandões e não conseguem cumprir acordos, o que dificulta relacionamentos longos”, diz Evelyn Vinocur. De acordo com a Associação Brasileira de Déficit de Atenção, aproximadamente 25% dos adultos com TDAH podem ter sérios problemas de conduta antissocial. “O convívio com outras pessoas é bastante desgastante para esses pacientes, que costumam se sentir isolados e solitários, abrindo espaço para a depressão”. (Já falamos aqui no site também sobre depressão, clique aqui e veja mais) Por essa razão estabelecemos algumas dicas para auxiliar a minimizar os efeitos do déficit de atenção e hiperatividade. Em primeiro lugar, devem-se criar regras simples e objetivas, pois regras muito extensas faz com que a pessoa que possui TDAH se disperse do foco.

Veja outro artigo em nosso site onde falamos sobre Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade e Impulsividade – TDAH

1 – Mantenha seu cérebro organizado

Se você se distrai constantemente com pensamentos persistentes enquanto tenta estudar ou trabalhar, escreva seus objetivos em um papel. Isso vai te ajudar a manter o foco no que você deveria estar fazendo. Não em uma pasta do seu computador, ou em algum lugar da sua agenda. Você precisa mantê-la no seu campo visual todo o tempo para ajudá-lo a manter o foco e realizar as atividades do dia-a-dia.

Para auxiliar na organização, mantenha uma rotina. Alguns procedimentos simples podem ser tomados para diminuir o estresse e as alterações de humor da pessoa com TDAH.

  • Se Movimente – Exercícios são indicados para todos em geral, porém as pessoas que tem TDAH podem se beneficiar ainda mais. Alivia o estresse, melhora o humor, acalma a mente e ainda ajuda a gastar o excesso de energia que as pessoas com TDAH têm.
  • Durma bastante – e durma bem! Poucas horas de sono aumentam os sintomas do TDAH, diminuindo a capacidade de manter o foco durante dia. Para isso, evite tomar cafeína antes de dormir, mantenha uma rotina à noite e evite exercícios por até uma hora antes de ir dormir. Desacelere seu cérebro, prepare um ambiente propício para o sono, coloque uma música calma, e apague as luzes, isso facilita na desaceleração e ajuda a ter uma noite saudável de sono. Um chá calmante antes de dormir, será bem – vindo.
  • Alimentação correta – Comer bem ajuda a diminuir a distração, hiperatividade e os níveis de estresse. Pequenas porções durante o dia, ingerir pouco açúcar, menos carboidrato e mais proteínas podem ajudar a reduzir os sintomas do TDAH.
  • Não deixe nada para depois – Para evitar os “esquecimentos” constantes e desordens comuns em adultos com TDAH, faça o que tiver que ser feito na hora. Evite ao máximo deixa para depois, tarefas como: responder e-mails, organizar a bagunça, retornar uma ligação, preparar uma apresentação. Não podem ser deixados para o dia seguinte.

2 – Aprendendo a administrar o tempo organizando-se

Como os adultos com TDAH tem uma percepção diferenciada do tempo, eles costumam perder prazos, tarefas, horários. Sempre acreditam que ainda tem tempo para realizar as tarefas, enquanto que na verdade não tem.

  • Antecipe-se – Programe-se. Adiante o relógio uns 5 ou 10 minutos. Assim se você se atrasar, ainda terá um tempinho para concluir a tarefa. Use alarmes, e anote seus compromissos com alguns minutos de antecedência. Utilize o computador e celular ao seu favor, colocando dispositivos para lembrar-se de sua tarefa.
  • Defina prioridades – Defina as suas tarefas mais importantes do dia e depois as com menor importância. Procure etiquetar suas coisas, assim a organização fica mais fácil. Crie compartimentos para seus documentos em, isso lembrará você de colocar cada coisa no seu lugar.
  • Evite distrações na sua rotina – Escolha um melhor lugar para realizar suas tarefas, de preferência silencioso e que não possua muitas distrações. Dê preferência a um ambiente longe de janelas ou ruídos. Se você precisa usar o computador na escola ou no trabalho, coloque um dispositivo que bloqueie o acesso aos seus sites favoritos, assim fica mais fácil evitar a distração. Procure manter o seu local de trabalho/estudo organizado e limpo. Caso trabalhe em casa, desligue rádios, celulares e televisores, é muito fácil se distrair com eles.
  • Às vezes dizer não é preciso – A impulsividade no adulto com TDAH pode fazer com que ele aceite executar muitos projetos ou compromissos de uma só vez sem uma avaliação prévia e ponderada das suas capacidades e, consequentemente, não consiga finalizar nenhum. Isto gera sentimentos de frustração, baixa autoestima e incompetência. Não se prejudique.

3 – Não se sabotem

  • Use seu hiper foco ao seu favor – Se você estiver totalmente concentrado e imerso em um projeto, não interrompa o fluxo. Há momentos em que imergir completamente em uma tarefa é um ponto positivo.
  • Surgiu uma ideia – Assim que você tiver uma ideia anote-a. é muito fácil você pensar em outra coisa e a ideia sumir e ser esquecida. Por isso é importante você sempre ter um caderno, ou bloquinho de papel e caneta, para anotar suas ideias.
  • Conte com quem te ama – Amigos e familiares sempre é bom ter por perto, pois eles lembrarão você de fazer suas tarefas. E te apoiaram em suas dificuldades.
  • Presenteie-se – Crie o hábito de todas as vezes que finalizar uma tarefa ou um projeto, premiar-se. Quanto maior o projeto, maior a premiação.

Lembrem-se, essas são algumas dicas para se ter um bom convívio com o transtorno, o que não substitui a psicoterapia e a medicação. Então, procure sempre um psicólogo, ele é o profissional que o ajudará a lidar com os problemas causados no dia – a dia.

Referências:
ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção
Supera TDAH

O Suicídio e seus Mitos

O suicídio é cercado de muitas perguntas, mitos e verdades. Diante disso resolvemos citar alguns mitos sobre o suicídio.

  1. Quem quer se matar não avisa. MITO
    O fato é que pessoas que pensam no suicídio, normalmente, comunicam direta ou indiretamente que querem morrer. São dicas muitas vezes sutis, pedidos de socorro que fica nas entrelinhas dos discursos ou atitudes.

  2. Perguntar sobre suicídio pode induzir a pessoa a isso. MITO
    Conversar com a pessoa, não a induzirá ao suicídio, desde que a conversa seja de forma acolhedora e sensata, sem julgamentos ou pré-conceitos.

  3. Devo dizer que tudo vai ficar bem. MITO
    Na realidade, pessoas com ideias suicidas, precisam de um acompanhamento profissional, seja ele de um psicólogo ou psiquiatra, ou muitas vezes em conjunto. Pois a ameaça suicida precisa ser levada a sério.
  4. Só pessoas com distúrbios emocionais cometem suicídio. MITO
    O que leva a pessoa a ter ideias suicidas são inúmeros fatores, não necessariamente um distúrbio emocional. As pessoas que possuem um distúrbio emocional encontram-se no grupo de risco, mas isso não significa que todos que possuem distúrbios emocionais, têm ideias suicidas. Quando a pessoa apresenta esse tipo de pensamento, é porque se encontra em um estado de sofrimento profundo, buscando uma saída para essa dor.

  5. Quando a pessoa fala que não tem mais razão para viver, devo mostrar que tem outras pessoas que sofrem mais que ela. MITO
    O que devemos fazer no primeiro momento é tentar ouvir e acolher a pessoa, demonstrando respeito pelo sofrimento dela, pois fazer comparações muitas vezes não vai ajudar e pode até causar mais angústia. O ouvir sem críticas e julgamento é a melhor coisa a se fazer e se possível encaminhá-la para uma ajuda profissional.

Sendo assim concluímos que, a ameaça de suicídio deve sempre ser levada a sério, pois a pessoa que pensa de maneira drástica e vê a morte como o único recurso está em extremo sofrimento e precisa de ajuda.

Referências: Neris, Angélica –  Psicologia do Brasil.

Ansiedade, e agora?

Considerada por muitos como o mal do século, a Ansiedade pode ser definida por muitos outros termos no dicionário, mas na prática, só quem sente de verdade esse mal pode traduzir o quão ruim é.

Suar, tremer, gaguejar… enfim, todos os sentimentos piores do ser humano ficam a flor da pele quando ele está sofrendo com a ansiedade. Entretanto, muitas pessoas acabam confundindo com os sintomas da Depressão (inclusive já descrito aqui no site), uma coisa totalmente distinta.

Ansiedade: “Se refere a um estado emocional vivenciado com a qualidade subjetiva do MEDO ou da emoção a ela relacionada, desagradável, dirigida para o futuro, desproporcional, a uma ameaça reconhecível com desconforto somático subjetivo e alterações somáticas manifestas” (LEWIS,1997)”.

É absolutamente normal, você ficar ansioso com algo novo em sua vida. Afinal, toda mudança provoca ansiedade. Na criança, poderíamos citar mudança de escola, no adulto, um emprego novo, uma proposta a ser apresentado para a diretoria, um cargo novo. Ou seja, a ansiedade sempre aparece com o medo de algo que vai acontecer. Por isso a ligação entre ansiedade e medo.

Toda a adrenalina liberada durante o período de ansiedade, muitas vezes, é o que faz o ser humano enfrentar as situações novas.
Esse lado da Ansiedade é o lado positivo, pois ele vem e passa. Porém existem aquelas pessoas que precisam conviver com a ansiedade diariamente, e é aí que a coisa fica séria e onde se desenvolve o Transtorno.

Pessoas que convivem com o Transtorno de Ansiedade, geralmente tendem a compensar essa ansiedade em algumas coisas, mais acessíveis, pois precisam descarregar essa adrenalina de alguma forma. É onde encontramos muitos relatos de pessoas falando que engordam porque são ansiosas, que fumam porque em momentos de ansiedade é o que as acalmam e por aí vai… Mas será que essa é a solução para a ansiedade, ou o alívio?

Um exemplo de ansiedade que atrapalha na rotina da pessoa ocorre com alguns motoristas, à ansiedade é tão grande que não conseguem dirigir. Mesmo depois de terem tirado a carteira de habilitação desenvolvem assim a AMAXOFOBIA, ou seja, o medo de dirigir. Que iremos tratar em um próximo tópico.

Por isso dizemos que a ansiedade nunca vem sozinha, sempre está atrelada a outro transtorno.

A seguir iremos apresentar os sintomas psicológicos e manifestações físicas que a ansiedade pode provocar na pessoa.
Aqui vamos falar da Ansiedade de uma forma geral. O Transtorno de Ansiedade Generalizado. (TAG)

Sintomas Físicos de Ansiedade

  • Sudorese (suor excessivo);
  • Tonturas ou sensação de desmaios;
  • Falta de Ar ou respiração ofegante;
  • Arritmia Cardíaca (coração acelerado);
  • Dor no peito;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade em dormir ou insônia;
  • Diarreia ou Constipação;
  • Tensão Muscular;
  • Tremores na fala

Estes são alguns dos sintomas físicos apresentados pela pessoa que sofre com a ansiedade.

Sintomas Psicológicos da Ansiedade

  • Nervosismo;
  • Dificuldade de Concentração;
  • Preocupação exagerada em relação à realidade;
  • Medo constante;
  • Agitação das mãos e pernas, inconscientemente;
  • Descontrole dos pensamentos.

Esses são sintomas de Ansiedade Generalizada, apresentando 3 ou mais desses sintomas durante 6 meses ou mais, é um forte indício que você esteja com um Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Junto com a Ansiedade, a pessoa pode desenvolver outras patologias associadas.

A ansiedade não é exclusiva de pessoas adultas, ela também afeta as crianças, principalmente em idade escolar, podendo levar muitas vezes a FOBIA ESCOLAR ou atualmente como é conhecida ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO.

Sintomas Psicológicos da Ansiedade de Separação

  • Relutância ou Recusa em ir para a escola;
  • Temor em ficar sozinha (o);
  • Pesadelos ou insônia;
  • Medo de um possível evento indesejável.

Sintomas Físicos da Ansiedade de Separação

  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Dor epigástrica (dor de barriga);
  • Náuseas

Para ser considerada Ansiedade de Separação, a criança deve apresentar esses sintomas, ou a maioria deles por pelo menos um mês.

Ocasionando prejuízo funcional social e acadêmico. Demonstrando uma preocupação excessiva com a figura materna, temendo que algo de ruim possa acontecer com a mãe ou até mesmo que ela (a criança) possa perde – lá.

O indivíduo pode ter uma vida normal, desde que faça um tratamento para manter a ansiedade controlada. O tratamento é medicamentoso associado à psicoterapia. Por isso sempre é bom procurar um profissional para estar orientando nesses momentos.

Referências Bibliográficas – CURÁTOLO, E. & ASSUMPÇÃO Jr., F.B. – Psiquiatria Infantil: Guia prático – Ed. Manole 2004

CURY, AUGUSTO – Ansiedade – Ed. Benvirá 2017

Depressão não é frescura

A depressão não é somente um humor depressivo, mas a isto está associado às alterações de humor, psicomotricidade e algumas variedades de distúrbios somáticos e neurovegetativos.

Se você apresenta cinco dos sintomas abaixo, durante 2 semanas no mínimo, procure um especialista, pois você pode estar com depressão.

DSM-IV-TR 2002

  • Humor deprimido na maior parte do dia;
  • Interesse ou prazer acentuadamente diminuído por todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias;
  • Perda ou ganho de peso significativo, sem uso de dietas. Em crianças, considerar falha em apresentar ganho de peso esperado;
  • Insônia ou Hipersonia;
  • Agitação ou retardo psicomotor;
  • Perda de energia, fatigabilidade;
  • Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada;
  • Diminuição da capacidade de pensar e concentrar-se, ou indecisão;
  • Pensamentos recorrentes de morte, suicídio.

A depressão não escolhe idade para entrar em ação. Ela não pede licença. Basta um pequeno evento na vida de alguém com pouca ou nenhuma experiência com a depressão e esta já se instala. Às vezes por pouco tempo, às vezes por meses e há casos em que a depressão permanece por anos e nem as crianças, assim, estão livres dos males causados por este desconforto psicológico.

Algumas coisas podem contribuir para que a depressão apareça, dentre elas podemos citar:

  • Pensamentos Negativos;
  • Tensão,
  • Ira;
  • Culpa.

Esses fatores, vividos intensamente, podem levar a depressão, sem que a pessoa perceba.
José Faustino Albuquerque, em seu livro “A cura para as doenças da alma” 2003 explica esses fatores que levam a depressão:

Pensamento Negativo

Já falamos aqui no site sobre a Química do Pensamento Negativo. As pessoas mostram pensamentos negativos em três áreas:

  1. Observam o Mundo e as experiências da vida como fardos pesados, obstáculos difíceis de serem vencidos e derrotados num mundo que se “vai por água abaixo”;
  2. Normalmente as pessoas deprimidas possuem uma auto-imagem negativa. Sentem-se inadequadas, deficientes, indignas e incapazes de agir eficazmente. Estas atitudes podem levar a auto-acusação e autopiedade;
  3. Pessoas nessas condições encaram o futuro de forma negativa. Sempre divisam dificuldades, frustrações e desesperanças contínuas.

Esta maneira negativa de pensar pode ser tanto causa como efeito da depressão.

Tensão

As tensões estimulam a depressão e especialmente quando acarretam perdas de oportunidades, de emprego, posição social, saúde, liberdade, uma competição, bens ou outros objetos de estimação, perda de pessoas por morte, divórcio, separação prolongada. Estes são acontecimentos penosos e eficazes para produzir a depressão.

Ira

A explicação aceita para depressão, mais antiga é a ira voltada para dentro. Crianças quando são levadas para lares ou escolas que não permitem a manifestação da ira, pessoas que frequentam igrejas onde o sentimento de ira é tido como pecaminoso, a ira renegada e mantida dentro de si levando tais pessoas a sentirem-se frustradas e ressentidas e cada vez mais cheias de ira, pois a ira se inflama em oculto e certamente causa destruição.

Culpa

Quando uma pessoa sente que falhou ou fez algo errado surge à culpa, autocondenação, frustração, desesperança e outros sintomas de depressão. A culpa vive de mãos dadas com a depressão e normalmente é até difícil dizer qual delas surge primeiro. Talvez na maioria dos casos a culpa venha antes da depressão, mas às vezes, esta última faz com que o indivíduo sinta-se culpado (por parecerem incapazes de “sair” do desespero). Em qualquer caso forma-se um círculo vicioso (a culpa causa a depressão que provoca maior culpa e assim por diante).

E para a depressão passar do emocional e começar a agir no físico, não demora, pois começa a “destruir” os sentimentos e afetando o corpo. É quando começam a surgir variadas doenças originadas por problemas emocionais.

  • Angina (dor no peito);
  • Arritmia;
  • Espasmos Coronários;
  • Enfarto;
  • Asma;
  • Hipertensão Arterial;
  • Dor de cabeça;
  • Eczema;
  • Urticária;
  • Obesidade;
  • Úlcera apéptica, dentre outros.

Como podemos observar, a depressão é um grande mal, podendo levar até a morte. Sendo considerada a quarta causa de morte por suicídio no mundo.

E ao contrário do que pensamos, as crianças são alvos fáceis para a depressão. As súbitas mudanças de comportamento nas crianças são de extrema importância, quando a conduta se altera abruptamente, de modo inexplicável. Aí está o perigo, pois crianças que antes eram adequadas e adaptadas passam a apresentar condutas irritáveis, destrutivas e agressivas, com violação de regras sociais que anteriormente eram aceitas.

Quem poderia imaginar que por detrás da tristeza ou da hiperatividade de uma criança se escondem sintomas depressivos?
Muitas vezes por terem dificuldades de expressarem o que estão sentindo, começam a apresentar sintomas psicossomáticos que podem ajudar a definir os estados de depressão em uma criança.

Se você perceber em seu filho alguns dos sintomas abaixo, fique atento, pois ele pode estar passando por problemas.

  • Choro e Gritos excessivos sem motivos aparentes;
  • Urinar na roupa mesmo depois de ter aprendido ir ao banheiro;
  • Fazer cocô na roupa mesmo depois de ter aprendido ir ao banheiro;
  • Irritabilidade;
  • Agitação;
  • Falta ou excesso de sono;
  • Sem apetite ou com muito apetite;
  • Impulsos Suicidas.

Por tanto, se você ou alguém que você conhece está passando por este problema ajude-o, fornecendo apoio, pois nessas horas a pessoa necessita de apoio de pessoas queridas, ao perceberem que não se encontram sozinhos os indivíduos em depressão conseguem resistir melhor. Levando-os a procurar ajuda de um profissional, psicólogo, psicanalista ou psiquiatra, que são profissionais treinados para auxiliar no combate desse mal.

Tratamento

Devido as alterações no relacionamento e alterações de humor, o primeiro cuidado que deve ser tomado sendo de extrema importância é a interação social, visando a readaptação da pessoa ao seu meio.

O próximo passo são as intervenções psicoterápicas, pois o psicólogo visará o favorecimento da evolução do quadro e adaptação da pessoa inserindo-a em seu contexto familiar e social.

No entanto, em alguns casos agregados a psicoterapia ocorre a introdução de medicamentos para maior eficácia.

O plano de tratamento será ministrado de acordo com as condições do paciente, na presença do risco de suicídio é recomendável a hospitalização, para preservar a vida da pessoa, passando essa faze de risco, retorna a casa e continua com o tratamento psicoterápico e medicamentoso.

Referências bibliográficas

ALBUQUERQUE, José F. – A Cura para as doenças da alma – Ed. Pão e Vida, São Paulo 2003
CURÁTOLO, E. & ASSUMPÇÃO Jr., F.B. – Psiquiatria Infantil: Guia prático – Ed. Manole 2004