Ansiedade, e agora?

Considerada por muitos como o mal do século, a Ansiedade pode ser definida por muitos outros termos no dicionário, mas na prática, só quem sente de verdade esse mal pode traduzir o quão ruim é.

Suar, tremer, gaguejar… enfim, todos os sentimentos piores do ser humano ficam a flor da pele quando ele está sofrendo com a ansiedade. Entretanto, muitas pessoas acabam confundindo com os sintomas da Depressão (inclusive já descrito aqui no site), uma coisa totalmente distinta.

Ansiedade: “Se refere a um estado emocional vivenciado com a qualidade subjetiva do MEDO ou da emoção a ela relacionada, desagradável, dirigida para o futuro, desproporcional, a uma ameaça reconhecível com desconforto somático subjetivo e alterações somáticas manifestas” (LEWIS,1997)”.

É absolutamente normal, você ficar ansioso com algo novo em sua vida. Afinal, toda mudança provoca ansiedade. Na criança, poderíamos citar mudança de escola, no adulto, um emprego novo, uma proposta a ser apresentado para a diretoria, um cargo novo. Ou seja, a ansiedade sempre aparece com o medo de algo que vai acontecer. Por isso a ligação entre ansiedade e medo.

Toda a adrenalina liberada durante o período de ansiedade, muitas vezes, é o que faz o ser humano enfrentar as situações novas.
Esse lado da Ansiedade é o lado positivo, pois ele vem e passa. Porém existem aquelas pessoas que precisam conviver com a ansiedade diariamente, e é aí que a coisa fica séria e onde se desenvolve o Transtorno.

Pessoas que convivem com o Transtorno de Ansiedade, geralmente tendem a compensar essa ansiedade em algumas coisas, mais acessíveis, pois precisam descarregar essa adrenalina de alguma forma. É onde encontramos muitos relatos de pessoas falando que engordam porque são ansiosas, que fumam porque em momentos de ansiedade é o que as acalmam e por aí vai… Mas será que essa é a solução para a ansiedade, ou o alívio?

Um exemplo de ansiedade que atrapalha na rotina da pessoa ocorre com alguns motoristas, à ansiedade é tão grande que não conseguem dirigir. Mesmo depois de terem tirado a carteira de habilitação desenvolvem assim a AMAXOFOBIA, ou seja, o medo de dirigir. Que iremos tratar em um próximo tópico.

Por isso dizemos que a ansiedade nunca vem sozinha, sempre está atrelada a outro transtorno.

A seguir iremos apresentar os sintomas psicológicos e manifestações físicas que a ansiedade pode provocar na pessoa.
Aqui vamos falar da Ansiedade de uma forma geral. O Transtorno de Ansiedade Generalizado. (TAG)

Sintomas Físicos de Ansiedade

  • Sudorese (suor excessivo);
  • Tonturas ou sensação de desmaios;
  • Falta de Ar ou respiração ofegante;
  • Arritmia Cardíaca (coração acelerado);
  • Dor no peito;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade em dormir ou insônia;
  • Diarreia ou Constipação;
  • Tensão Muscular;
  • Tremores na fala

Estes são alguns dos sintomas físicos apresentados pela pessoa que sofre com a ansiedade.

Sintomas Psicológicos da Ansiedade

  • Nervosismo;
  • Dificuldade de Concentração;
  • Preocupação exagerada em relação à realidade;
  • Medo constante;
  • Agitação das mãos e pernas, inconscientemente;
  • Descontrole dos pensamentos.

Esses são sintomas de Ansiedade Generalizada, apresentando 3 ou mais desses sintomas durante 6 meses ou mais, é um forte indício que você esteja com um Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Junto com a Ansiedade, a pessoa pode desenvolver outras patologias associadas.

A ansiedade não é exclusiva de pessoas adultas, ela também afeta as crianças, principalmente em idade escolar, podendo levar muitas vezes a FOBIA ESCOLAR ou atualmente como é conhecida ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO.

Sintomas Psicológicos da Ansiedade de Separação

  • Relutância ou Recusa em ir para a escola;
  • Temor em ficar sozinha (o);
  • Pesadelos ou insônia;
  • Medo de um possível evento indesejável.

Sintomas Físicos da Ansiedade de Separação

  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Dor epigástrica (dor de barriga);
  • Náuseas

Para ser considerada Ansiedade de Separação, a criança deve apresentar esses sintomas, ou a maioria deles por pelo menos um mês.

Ocasionando prejuízo funcional social e acadêmico. Demonstrando uma preocupação excessiva com a figura materna, temendo que algo de ruim possa acontecer com a mãe ou até mesmo que ela (a criança) possa perde – lá.

O indivíduo pode ter uma vida normal, desde que faça um tratamento para manter a ansiedade controlada. O tratamento é medicamentoso associado à psicoterapia. Por isso sempre é bom procurar um profissional para estar orientando nesses momentos.

Referências Bibliográficas – CURÁTOLO, E. & ASSUMPÇÃO Jr., F.B. – Psiquiatria Infantil: Guia prático – Ed. Manole 2004

CURY, AUGUSTO – Ansiedade – Ed. Benvirá 2017