O processo do luto

Uma perda sempre é um processo doloroso e difícil de passar. Por isso decide falar sobre as fases do luto.

O luto pode ser definido como um conjunto de reações diante de uma perda, portanto algo a não ser desprezado, e sim, devidamente valorizado e acompanhado, como parte da saúde emocional. O luto é “afinal o acontecimento vital mais grave que a maior parte de nós pode experimentar” (Parkes, 1998, p.44).

Todo processo de luto tem começo, meio e fim; a dor que se sente, transforma-se em lembranças saudáveis para que possamos buscar novos sentidos para continuar a vida.

A seguir podemos ver as cinco fases do luto

Negação – A negação serve como uma defesa que alivia o impacto da notícia. É comum a pessoa fugir do convívio social. Em geral não dura muito tempo e pode aparecer em outros momentos.

Raiva – Nesse estágio pode se revoltar contra a própria vida, as pessoas e também contra Deus. Sentimentos como ressentimentos, revolta e inveja também podem surgir.

Barganha – Não sendo bem-sucedido nas fases anteriores, nessa fase o indivíduo tenta negociar até com Deus. Busca-se algum tipo de acordo para que as coisas voltem a ser como antes. Geralmente é de pouca duração.

Depressão – Nessa fase sentimentos de perda emergem, causando sentimento profundo período de isolamento, introspecção e conscientização de que a perda é inevitável.

(Já falamos sobre depressão aqui no site, para ver clique aqui)

Aceitação – Nessa fase a pessoa aceita sua realidade e não está entregue ao desespero. A dor vira saudade e a saudade é o amor que fica. O enlutado aprende a acomodar a dor dentro de si e percebe que sobrevive. A dor ainda existe, mas expressada em outros sentimentos e gesto. Se existe uma culpa consciente ou inconsciente mal resolvida ela não vai permitir que esta fase chegasse. Um luto sem culpa percorre todas as fases naturalmente.

As pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas depois retornar a ela sem ter avanços por longo período.

Algumas pessoas podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar à aceitação nunca. Outras pessoas passam por todo o ciclo em poucas horas ou dias.

Este é o momento onde a pessoa deve procurar ajuda para conseguir chegar à fase de aceitação, fale conosco pelo e-mail ruth@clickpsi.com ou marque uma consulta através do nosso pré-agendamento clicando aqui.

Referências Bibliográficas: Kubler – Ross, Elizabeth – Sobre a morte e o morrer – São Paulo – Martins Fontes, 1981.

Transtornos Alimentares: Excessos que levam a Morte

Estamos vivenciando uma época em que ser magro é ter padrão de beleza elevado, mas será que isso é verdade?

Você já pensou nos malefícios que a busca excessiva pelo padrão ideal de beleza pode causar?

Milhares de pessoas em sua maioria mulheres e jovens, procuram obter este padrão, ingerindo descontroladamente anfetaminas, não se alimentando e até mesmo induzindo o vômito.

Estamos falando da anorexia e a bulimia, as grandes vilãs de nosso século, principais causadoras de morte de mulheres jovens em todo o mundo, de acordo com a organização mundial de saúde.

Estas são doenças “traiçoeiras” que aparecem de repente e colocam em risco suas vidas, pelo temor obsessivo de engordar.

Podemos citar um exemplo que ganhou grande destaque na mídia, aconteceu na china.

“Uma estudante de 15 anos com 1,65 m pesando 54 kg achou que estava acima de seu peso ideal e iniciou uma dieta que infelizmente acabou levando à morte, pesando menos de 30 kg.”

Hoje em dia isso se tornou muito comum, principalmente entre os jovens, com maior incidência entre as mulheres.

Vejamos agora, algumas características de transtornos alimentares e suas diferenças.

Anorexia Nervosa

Sintomas

  • Alteração da imagem corporal;
  • Perda de peso em até 15%;
  • Amenorreia (falta de menstruação);
  • Medo intenso de ganhar peso;
  • Atinge 0,5 a 1% da população geral;
  • Raro aparecer em homens;
  • Tem seu início na adolescência entre 14 e 18 anos;
  • No início apresenta apetite;
  • Para compensar a fome, toma água em excesso;
  • Índice de mortalidade é de 10%.

A anoréxica tem alexitimia, ou seja, dificuldade em perceber seus estados e sentimentos, ela percebe o não se alimentar como um desafio e quando consegue se manter por dias ou até semanas sem ingerir alimentos, vê isso como uma vitória.

Geralmente as famílias só conseguem perceber quando a situação já é de emergência e o caso já se tornou crônico, pois essa é uma doença de difícil diagnóstico.

Frequentemente as adolescentes com anorexia agem da seguinte maneira:

  • Possuem uma péssima relação com a mãe;
  • Contam mentiras frequentemente;
  • Não se percebem como doentes;
  • Possuem toc – pensamento obsessivo sobre o corpo;
  • Fazem exercícios físicos em excesso.

A princípio come-se de forma insuficiente e aos poucos vai diminuindo as quantidades até se acostumar à falta de alimentação e o organismo vai diminuindo a emissão de sinais da carência alimentar.

Dessa forma a pessoa vai diminuindo a intensidade da fome, causando uma falsa impressão de que não necessita comer, se degenerando. Agravando a distorção da sua autopercepção de imagem corporal, julgando que precisa emagrecer mais um pouco.

Bulimia Nervosa

A bulimia é conhecida como a “fome de um boi”, onde a pessoa se empanturra de alimentos, mas sua obsessão por querer um corpo magro acaba provocando vômitos, ou recorrendo a laxantes e diuréticos, amenizando assim sua culpa por te exagerado na alimentação ou perdido o controle.

O comportamento da bulímica é compensatório e inadequado, prevenindo o aumento de peso fazendo uso de laxantes e indução de vômitos, ocorrendo isso pelo menos 2 vezes por semana durante 3 meses.
Assim como ocorre na anoréxica a bulímica tem uma autoavaliação do corpo destorcida, iniciando sempre o caso de bulimia depois de uma dieta.

Seu início ocorre sempre no final da adolescência e 90% dos casos são mulheres, pois se envergonha de seus problemas alimentares e procuram ocultar os sintomas.

Geralmente possuem um histórico familiar de abuso de medicamentos para emagrecer.

Apresentam escoriações nas mãos de tanto induzir o vômito.

Anorexia x Bulimia

Podemos observar algumas diferenças entre bulímicas e anoréxicas, o que pode dificultar ainda mais a percepção dessa doença.

  • As bulímicas costumam ter um aspecto mais saudável, porém ocorre grave risco de ter uma parada cardíaca devido o desequilíbrio eletrolítico;
  • Já as anoréxicas costumam apresentar arritmia cardíaca, que foi originada pela desnutrição;
  • As bulímicas são pessoas sexualmente ativas e às vezes até promíscuas;
  • Enquanto que as anoréxicas tende a ser sexualmente inativa e sem desejo sexual;
  • Nas bulímicas a menstruação costuma ser irregular ou ausente;
  • Nas anoréxicas há amenorreia (falta de menstruação);
  • As bulímicas em alguns momentos apresentam transtornos de conduta (furtos, manipulação de pessoas, abuso de álcool ou drogas e gestos auto – mutiladores);
  • As anoréxicas costumam ter antecedentes exemplares até a instalação da doença.

Mesmo com as diferenças, podemos perceber que em ambos os casos é necessário um tratamento, pois se não forem devidamente tratada essas doenças podem levar ao óbito.

Sem dúvida, podemos dizer que a sociedade moderna com seus costumes, manias, tendências e ilusões estão matando e desonrando o ser humano.

Cabendo aos pais prestarem mais atenção em suas filhas, para que não se tornem obcecadas pelo corpo artificial.

Tratamento

Em ambos os casos uma intervenção psicológica é necessária e deve ajudar no entendimento dos seus aspectos dinâmicos assim como também orientar em questões práticas. Procurar sempre fazer as refeições acompanhadas de outras pessoas, não guardar muitos alimentos pela casa, planejar seus horários, tanto de refeição quanto de exercícios físicos. Não permitir que a pessoa anoréxica faça exercícios em demasia e procurar se pesar somente na consulta ao médico.

O psicólogo é o profissional melhor capacitado para prever tendências suicidas que podem ocorrer quando a doença já está em estágio avançado e a garota se olha no espelho e enxerga sua imagem distorcida, pois é muito importante trabalhar com o paciente a questão da autoimagem durante todo o processo de recuperação, prevenindo o desenvolvimento de qualquer ideia suicida.

É importante também um acompanhamento com o nutricionista para elaborar uma dieta balanceada, aonde a pessoa não vá se sentir ganhando peso. E sempre consultar um médico, pois nesses casos é necessária também à inclusão de medicamentos.
Em algumas situações é necessária a internação, quando associado á anorexia e bulimia encontra-se depressão com risco de suicídio, arritmia cardíaca, e casos de comportamentos impulsivos tais como: abuso de álcool, drogas, automutilação, cleptomania e promiscuidade sexual.

Portanto é sempre importante estar atento às atitudes de seus filhos e qualquer atitude diferente ou perda de peso rápida, irritação, amenorreia, procure um especialista. E se precisar de auxílio entre em contato pelo e-mail ruth@clickpsi.com ou marque uma consulta através do nosso pré-agendamento clicando aqui.

Referências bibliográficas: Dra. Ana Curatolo – Psiquiatra – Aula sobre transtornos alimentares.

Depressão não é frescura

A depressão não é somente um humor depressivo, mas a isto está associado às alterações de humor, psicomotricidade e algumas variedades de distúrbios somáticos e neurovegetativos.

Se você apresenta cinco dos sintomas abaixo, durante 2 semanas no mínimo, procure um especialista, pois você pode estar com depressão.

DSM-IV-TR 2002

  • Humor deprimido na maior parte do dia;
  • Interesse ou prazer acentuadamente diminuído por todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias;
  • Perda ou ganho de peso significativo, sem uso de dietas. Em crianças, considerar falha em apresentar ganho de peso esperado;
  • Insônia ou Hipersonia;
  • Agitação ou retardo psicomotor;
  • Perda de energia, fatigabilidade;
  • Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada;
  • Diminuição da capacidade de pensar e concentrar-se, ou indecisão;
  • Pensamentos recorrentes de morte, suicídio.

A depressão não escolhe idade para entrar em ação. Ela não pede licença. Basta um pequeno evento na vida de alguém com pouca ou nenhuma experiência com a depressão e esta já se instala. Às vezes por pouco tempo, às vezes por meses e há casos em que a depressão permanece por anos e nem as crianças, assim, estão livres dos males causados por este desconforto psicológico.

Algumas coisas podem contribuir para que a depressão apareça, dentre elas podemos citar:

  • Pensamentos Negativos;
  • Tensão,
  • Ira;
  • Culpa.

Esses fatores, vividos intensamente, podem levar a depressão, sem que a pessoa perceba.
José Faustino Albuquerque, em seu livro “A cura para as doenças da alma” 2003 explica esses fatores que levam a depressão:

Pensamento Negativo

Já falamos aqui no site sobre a Química do Pensamento Negativo. As pessoas mostram pensamentos negativos em três áreas:

  1. Observam o Mundo e as experiências da vida como fardos pesados, obstáculos difíceis de serem vencidos e derrotados num mundo que se “vai por água abaixo”;
  2. Normalmente as pessoas deprimidas possuem uma auto-imagem negativa. Sentem-se inadequadas, deficientes, indignas e incapazes de agir eficazmente. Estas atitudes podem levar a auto-acusação e autopiedade;
  3. Pessoas nessas condições encaram o futuro de forma negativa. Sempre divisam dificuldades, frustrações e desesperanças contínuas.

Esta maneira negativa de pensar pode ser tanto causa como efeito da depressão.

Tensão

As tensões estimulam a depressão e especialmente quando acarretam perdas de oportunidades, de emprego, posição social, saúde, liberdade, uma competição, bens ou outros objetos de estimação, perda de pessoas por morte, divórcio, separação prolongada. Estes são acontecimentos penosos e eficazes para produzir a depressão.

Ira

A explicação aceita para depressão, mais antiga é a ira voltada para dentro. Crianças quando são levadas para lares ou escolas que não permitem a manifestação da ira, pessoas que frequentam igrejas onde o sentimento de ira é tido como pecaminoso, a ira renegada e mantida dentro de si levando tais pessoas a sentirem-se frustradas e ressentidas e cada vez mais cheias de ira, pois a ira se inflama em oculto e certamente causa destruição.

Culpa

Quando uma pessoa sente que falhou ou fez algo errado surge à culpa, autocondenação, frustração, desesperança e outros sintomas de depressão. A culpa vive de mãos dadas com a depressão e normalmente é até difícil dizer qual delas surge primeiro. Talvez na maioria dos casos a culpa venha antes da depressão, mas às vezes, esta última faz com que o indivíduo sinta-se culpado (por parecerem incapazes de “sair” do desespero). Em qualquer caso forma-se um círculo vicioso (a culpa causa a depressão que provoca maior culpa e assim por diante).

E para a depressão passar do emocional e começar a agir no físico, não demora, pois começa a “destruir” os sentimentos e afetando o corpo. É quando começam a surgir variadas doenças originadas por problemas emocionais.

  • Angina (dor no peito);
  • Arritmia;
  • Espasmos Coronários;
  • Enfarto;
  • Asma;
  • Hipertensão Arterial;
  • Dor de cabeça;
  • Eczema;
  • Urticária;
  • Obesidade;
  • Úlcera apéptica, dentre outros.

Como podemos observar, a depressão é um grande mal, podendo levar até a morte. Sendo considerada a quarta causa de morte por suicídio no mundo.

E ao contrário do que pensamos, as crianças são alvos fáceis para a depressão. As súbitas mudanças de comportamento nas crianças são de extrema importância, quando a conduta se altera abruptamente, de modo inexplicável. Aí está o perigo, pois crianças que antes eram adequadas e adaptadas passam a apresentar condutas irritáveis, destrutivas e agressivas, com violação de regras sociais que anteriormente eram aceitas.

Quem poderia imaginar que por detrás da tristeza ou da hiperatividade de uma criança se escondem sintomas depressivos?
Muitas vezes por terem dificuldades de expressarem o que estão sentindo, começam a apresentar sintomas psicossomáticos que podem ajudar a definir os estados de depressão em uma criança.

Se você perceber em seu filho alguns dos sintomas abaixo, fique atento, pois ele pode estar passando por problemas.

  • Choro e Gritos excessivos sem motivos aparentes;
  • Urinar na roupa mesmo depois de ter aprendido ir ao banheiro;
  • Fazer cocô na roupa mesmo depois de ter aprendido ir ao banheiro;
  • Irritabilidade;
  • Agitação;
  • Falta ou excesso de sono;
  • Sem apetite ou com muito apetite;
  • Impulsos Suicidas.

Por tanto, se você ou alguém que você conhece está passando por este problema ajude-o, fornecendo apoio, pois nessas horas a pessoa necessita de apoio de pessoas queridas, ao perceberem que não se encontram sozinhos os indivíduos em depressão conseguem resistir melhor. Levando-os a procurar ajuda de um profissional, psicólogo, psicanalista ou psiquiatra, que são profissionais treinados para auxiliar no combate desse mal.

Tratamento

Devido as alterações no relacionamento e alterações de humor, o primeiro cuidado que deve ser tomado sendo de extrema importância é a interação social, visando a readaptação da pessoa ao seu meio.

O próximo passo são as intervenções psicoterápicas, pois o psicólogo visará o favorecimento da evolução do quadro e adaptação da pessoa inserindo-a em seu contexto familiar e social.

No entanto, em alguns casos agregados a psicoterapia ocorre a introdução de medicamentos para maior eficácia.

O plano de tratamento será ministrado de acordo com as condições do paciente, na presença do risco de suicídio é recomendável a hospitalização, para preservar a vida da pessoa, passando essa faze de risco, retorna a casa e continua com o tratamento psicoterápico e medicamentoso.

Referências bibliográficas

ALBUQUERQUE, José F. – A Cura para as doenças da alma – Ed. Pão e Vida, São Paulo 2003
CURÁTOLO, E. & ASSUMPÇÃO Jr., F.B. – Psiquiatria Infantil: Guia prático – Ed. Manole 2004

Transtorno de Déficit de Atenção, Hiperatividade e Impulsividade – TDAH

Você conhece alguma criança que às vezes parece estar no “mundo da lua”, com dificuldades em prestar atenção á detalhes, errar por descuido em atividades escolares, parecer não escutar quando lhe dirigem á palavra, não conseguir seguir as instruções e não terminar as tarefas escolares ou domésticas? Ou por outro lado é uma criança que se mexe muito na cadeira, abandona a cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais deveria permanecer sentado, corre em demasia quando deveria ficar quieto, tem dificuldade de brincar silenciosamente, fala demais, parecendo estar a “mil por hora”?

ATENÇÃO!!! Seu filho pode estar com problemas!

Saiba que isto é uma doença e precisa ser tratada e olhada de perto. É o famoso TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). O TDAH é uma condição crônica de saúde de maior prevalência em crianças em idade escolar, merecendo assim toda a sua atenção.
Vejamos a seguir alguns exemplos e algumas características desse transtorno:

Atenção é o que pode estar faltando ao seu filho com TDAH

• O TDAH é o distúrbio neurocomportamental mais comum na infância
• Estima-se que 4 a 6% da população em idade escolar pode ter o TDAH
• Aproximadamente 2% dos adultos podem sofrer de TDAH

Principais Sintomas do TDAH

Desatenção

  • Dificuldade em prestar atenção a detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e profissionais;
  • Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
  • Parecer não escutar quando lhe dirigem a palavra;
  • Não seguir instruções e não terminar tarefas escolares, domésticas ou deveres profissionais;
  • Dificuldade em organizar tarefas e atividades;
  • Evitar, ou relutar em envolver-se em tarefas que exija esforço mental constante;
  • Perder coisas necessárias para tarefas ou atividades;
  • Ser facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa;
  • Apresentar esquecimentos em atividades diárias.

Hiperatividade

  • Agitar as mãos, os pés ou se mexer na cadeira;
  • Abandonar a cadeira em sala de aula ou em outras situações nas quais se espera que permaneça sentado;
  • Correr ou escalar em demasia em situação nas quais isto é inapropriado;
  • Dificuldade em brincar ou envolver-se silenciosamente em atividades de lazer;
  • Estar frequentemente a “mil” ou muitas vezes agir como se estivesse “a todo vapor”;
  • Falar demais.

Impulsividade

  • Freqüentemente dar respostas precipitadas antes das perguntas terem sido concluídas;
  • Apresentar constante dificuldade em esperar sua vez;
  • Freqüentemente interromper ou se meter em assuntos de outros.

 

Tipos de TDAH

  • TDAH com predomínio de sintomas de desatenção elevada taxa de prejuízo acadêmico
  • TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade altas taxas de rejeição e de impopularidade frente aos colegas
  • TDAH combinado
    Elevada taxa de prejuízo acadêmico
    Maior presença de sintomas de conduta, de oposição e desafio.

Diagnósticos do TDAH

  • Pelo menos 6 dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade devem estar presentes;
  • É importante considerar a duração dos sintomas e a freqüência e intensidade dos mesmos;
  • Considerar o grau de prejuízo dos sintomas;
  • A avaliação diagnóstica deve envolver os pais, a criança e a escola (professores).

Principais Consequências do TDAH

  • Baixo desempenho escolar;
  • Dificuldades de relacionamento;
  • Baixa auto-estima;
  • Interferência no desenvolvimento educacional e social;
  • Predisposição a distúrbios psiquiátricos.

TDAH e Comorbidades

  • TDAH e transtornos Disruptivos (transtornos de conduta e transtorno opositor desafiante) entre 30 e 50%
  • TDAH e Depressão entre 15 e 20%
  • TDAH e Transtornos de Ansiedade aproximadamente 25%
  • TDAH e abuso e/ou dependência de drogas entre 9 e 40%.

 

Algumas dicas para lidar com portadores de TDAH

Consulte sempre um PSICÓLOGO

  • Lembre-se de que as regras devem ser breves e claras. Use uma linguagem adequada para o nível de desenvolvimento. Evite sentenças muito longas;
  • Sempre que possível, transforme as tarefas em jogos, isso aumentará sua motivação;
  • Tenha paciência, pois a criança/adolescente já enfrenta muitos obstáculos e precisa de todo estímulo positivo que puder obter;
  • Sente-se com a criança/adolescente a sós e peça sua opinião sobre qual o melhor método para seu aprendizado. Ele freqëntemente terá sugestões valiosas;
  • Desenvolva um método para auto-afirmação e monitoração. Ao final de cada semana, reserve alguns minutos para uma conversa com a criança/adolescente, a fim de saber como ela está se saindo nas atividades. Ouça suas opiniões sobre progressos e dificuldades.

Dicas aos Professores

  • Sinalize ao aluno, sempre que possível, sobre sua evolução e sucessos;
  • Lance mão de estratégias e recursos de ensinos mais flexíveis até perceber o estilo de aprendizado do aluno. Isso irá ajuda-lo a atingir um nível de desempenho escolar mais satisfatório;
  • Crie um caderno “casa-escola-casa”. Isso é fundamental para a melhora da comunicação entre os pais e professores;
  • Procure afixar, em lugar visível, as regras de funcionamento em sala de aula. Os alunos sentem-se mais seguros sabendo o que é esperado deles.

Fonte: Novartis Biociência S.A. 2004

Ainda tem dúvidas se seu filho é um portador de TDAH?

Então responda esse questionário e confirme sua resposta, isto poderá auxilia-lo muito futuramente.

 

Nome:
Série:
Idade:

Para cada item, escolha a coluna que melhor descreve seu (sua) filho (a) (MARQUE UM X):

 

  Nem um pouco Só um pouco Bastante Demais
1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou tarefas        
2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades de lazer.        
3. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele.        
4. Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola, tarefas ou obrigações
5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades
6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que exigem esforço mental prolongado.
7. Perde coisas necessárias para atividades (p. ex. brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros)
8. Distrai-se com estímulos externos
9. É esquecido em atividades do dia-a-dia
10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira
11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se espera que fique sentado
12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas coisas em situações em que isto é inapropriado
13. Tem dificuldades em brincar ou envolver-se em atividades de lazer de forma calma
14. Não pára ou freqüentemente está a “mil por hora”
15. Fala em excesso
16. Responde as perguntas de forma precipitada antes delas terem sido terminadas
17. Tem dificuldade de esperar sua vez
18. Interromper os outros ou se intromete (p. ex. mete-se nas conversas/jogos)

 

Faça o teste e mande de volta para obter uma resposta do profissional. Não fique com essa dúvida na sua cabeça. Prevenir é o melhor remédio.

É importante salientar que também adultos podem ser portadores de TDAH, necessitando também de uma atenção especial.

No tratamento é fundamental a psicoterapia, orientação familiar e escolar com o auxílio de medicação, pois dessa maneira tanto a criança/adolescente, quanto a pessoa adulta apresentará resultados bastante satisfatórios.

É importante deixar bem claro, que nem toda criança agitada deve ser rotulada de hiperativa. A agitação pode ser sintomas de outras doenças graves, tais como: autismo, hipertiroidismo, depressão infantil, dentre outras.

Por isso é tão importante uma consulta ao especialista, para ter uma melhor definição do que está acontecendo com seu filho.

Separação – Um problema para os filhos

Atualmente é comum vermos casais que se casam e por vários motivos procuram o divórcio. Mas será que essa separação provoca algum efeito nas crianças?

A resposta é sim. E abaixo veremos alguns dos “efeitos emocionais” ocasionados nas crianças de pais divorciados.

  • Desilusão;
  • Medo;
  • Ira;
  • Tristeza.

Desilusão: A criança por não compreender ao certo o que está se passando em sua família, fica confusa e desiludida. Em alguns casos o divórcio tem mais probabilidade de causar confusão e transtorno do que solução para o problema. Na escola, por exemplo, a criança começa a apresentar grandes dificuldades em prestar atenção no que está sendo dito e explicado, passando a maior parte do tempo tentando entender as suas circunstâncias, levando-as a dificuldades escolares. Em muitos casos a criança pensa: “Quem vai tomar conta de mim?”.

Medo: A criança muita das vezes tem medo de ser abandonada . Já que um dos pais foi embora, a criança imagina que ela também será abandonada, ficando angustiada e temerosa. Sua mente se inquieta com esquemas nebulosos para apaziguar quem tem a custódia ou atrair o outro o manipulando. Algumas crianças quase não dormem ficando atormentadas com sonhos de abandono e acordam chorando durante a noite com esse pesadelo, que podem perdurar por dias ou semanas. A escola deixa de ser um atrativo e a criança começa a temer que a sua vida nunca mais seja a mesma. É muito importante neste momento que os pais, mesmo que separados tentem apaziguar ou acalmar os temores dos filhos.

Ira: Geralmente os filhos de pais separados também é uma criança zangada, devido a situação estranha que são obrigados a enfrentar. A criança ou adolescente, pode pensar que o divórcio dos pais é injustificado e se ressentir com as mudanças que vão ter lugar na sua casa, nos seus estudos e na sua vida por completo. Sua ira provavelmente dará lugar à amargura e vergonha. O respeito que tinha pelos que se achavam em posição de autoridade tende a desaparecer. Sua atitude e disposição podem mudar ou flutuar loucamente, não fazendo mais os deveres de casa ou até faltar à escola, sendo até possível que a ira venha corroer tanto a criança a ponto “devorar” seu desejo de aprender e crescer.

Tristeza: O filho de pais divorciados é algumas vezes uma criança triste, sofrida. A perda de um dos pais por causa do divórcio pode ocasionar um sofrimento maior na vida da criança do que quando um dos pais morre. Uma parte significativa do luto da criança resulta da compreensão penosa de que o pai que se divorciou deve ter decidido abandona-la. A criança com o coração partido não tem interesse em livros ou números; seus pensamentos se concentram freqüentemente no pai ou na mãe que não vai mais volta para casa.

Sendo inevitável a separação, os pais devem dar apoio aos filhos, pois cada criança irá reagir ao divórcio dos pais de maneira individual, apresentando esses sintomas em maior ou menor grau. A criança deve entender o motivo da separação para que seja amenizados os efeitos negativos da separação na mesma.

É provável que essas crianças tenham mais problemas escolares, mais probabilidades de envolver-se com bebidas e drogas e cometer o suicídio, do que crianças em que os pais se mantiveram juntos. Por isso é muito importante que se converse com a criança ou adolescente no processo de separação e procurar um especialista para que a criança não se sinta abandonada.
Importante ressaltar que ao conversar com a criança não deve incluir detalhes sórdidos, falar mal do outro cônjuge, ou qualquer outra coisa que saia do ponto principal que é “papai e mamãe não vão mais morar juntos, porque eles não querem mais ficar casados e isso implica…”.

Outro ponto importantíssimo é a possibilidade dos pais separados encontrarem um companheiro ou se casarem novamente. A criança pode reagir de duas formas, dependendo de como isso será passado para ela.

  • Reagir com alegria e aprovação. Contrariando as expectativas, algumas vezes a criança fica feliz ao saber que o pai ou a mãe vão se casar novamente seja porque em algumas situações “tira o peso dos ombros” dela, que tinha que arcar co a solidão afetiva do pai ou da mãe, ou porque em sua maioria as crianças alimentam a fantasia de juntar, reunir e de ter uma família novamente.
  • Reagir mal e sem aprovação. Algumas vezes o novo parceiro dos pais separados, não são bem aceitos pelos filhos. Isso acontece porque de alguma forma a relação da criança com esse cônjuge esta ameaçada, insegura e essa nova situação acaba gerando ciúmes, medo e insegurança. Por isso é muito importante esclarecer a nova situação à criança de forma clara, afetiva e sem culpa.

Então, a partir do momento que os pais começarem a entender os sentimentos dos filhos, respeitar, acolher e encoraja-los, estarão mostrando à eles que a vida está sempre mudando e que as mudanças hora podem ser positivas, outras vezes negativas, pois o novo, o que sai da nossa rotina, do nosso cotidiano sempre causa medo mas que devemos aprender a lidar com elas. E quem sabe mudar para lago melhor.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato pelo e-mail ruth@clickpsi.com ou marque uma consulta através do nosso pré-agendamento clicando aqui.

 

Referências Bibliográficas

Fitzpatrick,E & Cornish,C – Mulheres ajudando mulheres – 2ª Edição 2002 – Rio de Janeiro – RJ – Tradução Neyd Siqueira – Editora CPAD.
Revista Psicologia Brasil – São Paulo 2005 – artigo Como ficam os filhos quando os pais se separam? – Luciana Aguiar.

A Química do Pensamento Negativo

Crer que algo vai dar errado e viver uma situação de estresse dispara um gatilho hormonal no cérebro. É como se o órgão percebesse que algo ruim está por vir e preparasse o corpo, mantendo-o em estado de hipervigilância.

Isso afeta a glândula timo, responsável pela produção de células de defesa. Para se renovar, dependerá de serotonina, um neurotransmissor produzido pelo cérebro, responsável pela felicidade, bem-estar e pensamento positivo.

O pensamento negativo também pode começar com distúrbios na glândula adrenal (acima dos rins), que é responsável pela produção de noradrenalina. Esta, por sua vez, responde pelo comportamento de ansiedade antecipatória, que também pode ser controlada,a além do cortsol (hormônio da ansiedade).

Riscos à Saúde

  • O pessimista tem o sistema imunológico enfraquecido
  • Mais chances de desenvolver problemas gástricos, dores musculares, arritmia e taquicardia
  • Costuma estar associado a depressão ou ansiedade
  • Conseguem supervalorizar e até manter um quadro de dor crônica (hérnia de disco ou dores nas costas, por exemplo)

Tratamento

Dependendo da gravidade dos sintomas, o paciente só supera a situação com terapia e medicamentos.

Você sabe mesmo o que é Estresse?

O que é Estresse?

O estresse são reações que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. Ele é conhecido como instinto. Pode se dividi-lo em dois tipos: crônico e agudo.

Crônico: é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave;
Agudo: é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras como a depressão na morte de um parente.

Tipos de Estresse

Os tipos de estresse são variados, porém o mais marcante é o estresse do trabalho.
Com os avanços da vida moderna, o profissional dos dias de hoje, vive sob constante tensão, pois além de suas habilidades habituais e responsabilidades, a alta competitividade exige muito promovendo novos desafios e superação de seus limites, levando ao estresse.

Os agentes estressores são tão potentes que acabam gerando doenças. Pois o indivíduo acaba ficando muito tenso e ansioso, se tornando assim como uma “panela de pressão” que não possui válvula de escape. E esta ansiedade decorrente de preocupações acaba por gerar insônia, comer demasiadamente ou falta de apetite. Outros sintomas também bastante comuns são: suor, coração disparado, tensão muscular, etc.

O estresse surge quando a pessoa julga não estar sendo capaz de cumprir as exigências sociais, sentindo que seu papel social está ameaçado. Então o organismo reage de modo a dominar as exigências que lhe são impostas.

Entretanto, como vivemos em sociedade, não é aceitável que o estresse cumpra sua função natural de preparar o indivíduo para a fuga ou luta. Tal reação seria vista como inadequada. Então o indivíduo acaba impedido de se manifestar, ficando aprisionado aos seus sentimentos de agressão ou medo, e é obrigado a aparentar um comportamento emocional diferente do que está sentindo, frente o agente estressor.

Se esta situação durar por muito tempo, pode gerar no indivíduo doenças devido ao desgaste.
Podemos apresentar alguns estímulos que podem produzir o estresse em longo e curto prazo.

Curto prazo: o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaças, indução de medo, dentre outros;
Longo prazo: as situações de competição, serviços em zonas de perigo e trabalho monótono.

Entre as principais causas do estresse, podemos citar as mais comuns:

  • Mudanças: Uma certa dose de mudança é necessária, mas tudo o que é novo causa estresse. Entretanto, se essas mudanças forem violentas e inesperadas, ultrapassando nossa capacidade de adaptação;
  • Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas;
  • Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos;
  • Fumar: o cigarro libera nicotina, que na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.
  • Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão;
  • Baixa auto-estima: tende a se agravar;
  • Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis;
  • Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse;
  • Alteração do ritmo habitual do organismo: provocam irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações do sono;
  • Progresso; a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas.

Consequências no Organismo

O estresse pode afetar o organismo de diversas formas e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Não são só situações ruins que nos deixam estressados. Todas as grandes mudanças que passamos na vida são situações estressantes, mesmo se elas forem boas e que esteja nos fazendo felizes.
O excesso de estresse pode causar desde dores pelo corpo e queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas do coração.

Sintomas Físicos

  • Dores de cabeça;
  • Indigestão;
  • Pressão alta;
  • Insônia;
  • Taquicardia;
  • Alergias;
  • Quedas de cabelo;
  • Mudança de apetite;
  • Gastrite;
  • Dermatoses;
  • Esgotamento físico.

Sintomas Psicológicos

  • Apatia;
  • Memória fraca;
  • Tiques nervosos;
  • Isolamento e introspecção;
  • Sentimento de perseguição;
  • Desmotivação;
  • Autoritarismo;
  • Irritabilidade;
  • Emotividade acentuada;
  • Ansiedade.

Tratamentos

Medicamentos: Calmantes, antidepressivos, vitaminas;

Alimentação: Durante o processo de estresse, o organismo perde muitas vitaminas e nutrientes, então é recomendável comer muitas frutas e verduras, pois são ricas em vitaminas do complexo B, vitaminas C, tais como Brócolis, Chicória, Acelga e Alface. O cálcio pode ser reposto com o leite e seus derivados;

Atividade Física: Qualquer atividade física proporciona benefícios ao organismo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, induzindo a produção de substâncias com caráter relaxante e analgésico, como a endorfina;

Medicinas não Convencionais;

Acupuntura

Fitoterapia (tratamento com plantas)

Massagens

Faça um teste

O estresse com o passar do tempo ele vai evoluindo. E sua evolução ocorre em três fases distintas: Alerta, Resistência e Exaustão.

Então neste teste vamos mostrar as formas como alguns sintomas costumam estar relacionados com as fases. Vale a pena lembrar que as formas com as quais o estresse se manifesta podem mudar de pessoa para pessoa e este teste é apenas uma REFERÊNCIA.

Fase de Alerta

A primeira fase ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor e o seu corpo perde o seu equilíbrio. Demonstrando os seguintes sintomas:

Fase de Resistência

Na segunda fase o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou elimina-lo. Tem-se os seguintes sintomas:

Fase de Exaustão

A exaustão é a terceira fase do estresse. É perigosa, pois se tem diversos comprometimentos físicos em forma de doenças. Os sintomas são:

Preencha com seu nome e e-mail e lhe retornaremos com o resultado do seu teste.

E atenção ESTRESSE MATA!!! Procure sempre a ajuda de um profissional para te auxiliar.

Achou interessante, gostaria de maiores esclarecimentos escreva para ruth@clickpsi.com ou marque uma consulta através do nosso pré-agendamento clicando aqui.

Obesidade, o mal que ataca as crianças

Se identificou com a ilustração à cima? Conhece alguém que age exatamente assim?

Então você deve ler esse artigo, onde podemos passar um pouco sobre a obesidade infantil, que tem avançado muito.

Não é difícil engordarmos com tanta variedade de comidas enlatadas, fast-food, hambúrgueres, refrigerantes, são tantas opções, tantas cores, que não só as crianças se sentem atraídas como os adultos também.
Mas, o que esta fartura de alimentos pode causar na vida de uma criança? E o que leva as crianças a se “empanturrarem” dessas guloseimas?

Quando comemos, estamos querendo satisfazer uma necessidade, mas nem sempre é uma necessidade física, por isso comemos bastante e nunca estamos saciados, sempre necessitamos de comer mais, mais e mais.

É certo que a comida lembra afeto, e já vimos alguém oferecer comida para agradar, atrair ou ser simpática. Só que aí, pode “morar” o perigo, ou seja, para suprir a necessidade da falta de afeto comemos. Entre as conseqüências negativas dessa substituição, a obesidade é a primeira a aparecer. E a obesidade não é apenas um problema de estética, mas principalmente de saúde.
Hoje é fácil a obesidade se instalar, principalmente nas crianças. E um erro que muitos pais cometem com seus filhos é fazê-los comer em excesso.

Pois para nós, criança saudável é criança “Fofinha”. Exigindo que comam tudo o que lhe é servido, mesmo sem vontade, achando que os outros verão que estamos cuidando bem de nossos filhos quando conseguimos engordá-los.

Criança gorda, não é sinônimo de criança bem alimentada.
Alimentar uma criança é uma tarefa que exige muita atenção, pois servirá de base para a personalidade da criança. Se desde cedo a nossa forma de alimentar a criança aponta para o desleixo, para o descaso, ou para a chantagem emocional, isso vai refletir na sua personalidade.
Na chantagem emocional, ocorre o apelo para o sentimento de culpa e na chantagem pura, não – emocional, apela-se para a impossibilidade de escolha já que se coloca o outro contra a parede.

Geralmente dois fatores contribuem para a obesidade infantil: excesso de zelo ou falta de zelo. No excesso de zelo a mãe (ou quem cuida) dá uma superalimentação à criança pensando que isto é zelo, que é cuidado. Engorda a criança porque imagina uma relação entre o peso da criança e o cuidado que a ela é dispensado. Na absoluta falta de zelo, engorda a criança por que não seleciona sua alimentação, a criança simplesmente vai comendo tudo o que vê pela frente, não tem horários, como guloseimas à vontade.
Então, podemos concluir que a prevenção à obesidade infantil passa por uma reeducação nos hábitos alimentares de toda a família. É evidente que não aboliremos o prazer de comer, mas devemos estabelecer regras.

Tais como:

  • Não fazer do momento da refeição um momento de guerra;
  • Não torne também a refeição, uma solenidade muito séria;
  • Faça tudo com equilíbrio e naturalidade.

O momento da refeição é um momento de prazer e de encontro familiar, no qual devem imperar alegria e disciplina. E importante à criança não deve ser forçada a comer, se não estiver com vontade. E quando estiver com apetites comer uma refeição saudável, nada de biscoitos ou outras guloseimas.
Se apesar dos esforços que estamos fazendo observarmos que a criança está comendo demais, sem limites, ou por outro lado recusando alimentos, devemos levá-la para uma avaliação psicológica, para que essa criança não venha sofrer de depressão e ter uma evolução do seu estágio de gordinha, para uma obesidade mórbida, pois sabemos que a alimentação está ligada à (in) satisfação afetiva e o “comer demais” ou a recusa podem ser sintomas de depressão.
Então observe seu filho e ajude-o a não se tornar um obeso amanhã.

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Referências Bibliográficas

Revista Psicologia Brasil – artigo – OBESIDADE INFANTIL – Walmir Monteiro – 2005 – São Paulo – SP.

O Que é a Psicologia do Trânsito?

Resumo: A psicologia do trânsito é uma área de conhecimento que tem a finalidade de estudar o comportamento humano no contexto do trânsito, a partir de uma investigação dos processos externos e internos, e os fenômenos conscientes e inconscientes que ocorrem nesse contexto. Desse modo, neste artigo objetiva-se explanar uma visão acerca do que se configura a psicologia do trânsito, entender o comportamento no trânsito, promover uma discussão sobre essa área no Brasil e esclarecer o que faz esse profissional e suas competências. Nesse sentido, entende-se que essa é uma área em ascensão e que tem ampliado o seu universo de atuação com base no compromisso social de estabelecer uma relação de harmonia entre o sujeito com o meio ambiente.

Palavras-chave: Psicologia do trânsito, trânsito, comportamento no trânsito

Considerações Iniciais

A psicologia do trânsito é uma “área da psicologia que investiga os comportamentos humanos no trânsito, os fatores e processos externos e internos, conscientes e inconscientes que os provocam e o alteram” (Conselho Federal de Psicologia, 2000, p. 10).

Essa é uma área da psicologia que vêm crescendo e ganhando visibilidade no meio científico nos últimos anos, pois o psicólogo torna-se figura indispensável no entendimento do comportamento no trânsito, bem como nos processos de avaliação psicológica que são realizadas a fim de estabelecer uma concessão no que diz respeito às práticas e direitos de conduzir veículos.

A esfera de estudo da psicologia do trânsito é constituído de três sistemas principais: o homem, a via e o veículo. Sendo o homem o subsistema mais complexo e, portanto, tem maior probabilidade de desorganizar o sistema como um todo. A psicologia do trânsito estuda os comportamentos humanos no trânsito e os fatores e processos internos e externos, conscientes e inconscientes que os provocam ou os alteram, de modo que engloba a todos os usuários, como pedestres, ciclistas, motoristas.

Deve-se considerar, ainda, que as graduações de psicologia, em aspectos gerais, não apresentam disciplinas específicas, cursos de aperfeiçoamento ou experiências que propiciem embasamento sobre a área, o que dificulta a expansão e crescimento desse trabalho. Desse modo, as produções e materiais acerca dessa temática ainda é um tanto escassa, o que dificulta na identificação e no trabalho de fomentar a psicologia do trânsito como um campo de atuação desse profissional.

No tocante à atuação do psicólogo do trânsito, foi publicada a Resolução 267/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que estabelece, após 15 de fevereiro de 2013, somente os profissionais com título de especialista no trânsito reconhecido pelo CFP poderão atuar na área. Assim, alguns cursos de especialização estão surgindo a fim de atender tais demandas, e trazer visibilidade a essa área de atuação que começa a ganhar respeito na sociedade.

O Comportamento no Trânsito

O trânsito é considerado atualmente uma problemática das mais importantes do século XXI em função dos altos custos sociais e econômicos que geram, além dos sofrimentos incontáveis para vítimas e familiares decorrentes, principalmente, dos acidentes (IPEA, DENATRAN & ANTP, 2006; Ministério da Saúde, 2007; OMS, 2009). (SILVA, 2010).

O comportamento no contexto do trânsito é algo que abrange uma compreensão de todas as pessoas que se movimentam, isso independe da idade, do sexo, da condição sócio-econômica, profissão, ou nível de instrução. Esse campo envolve uma complexidade de fatores, e por assim dizer, não é muito fácil de ser estudado.

Para que se produzam comportamentos adequados no trânsito, são necessárias pelo menos três condições: a presença de estímulos que possam ser observadas e percebidas, um organismo em condições de perceber, uma aprendizagem prévia dos sinais e normas que devem ser seguidas. Ou seja, existe uma série de fatores em conexão que irão ser determinantes na totalidade dessa ação no trânsito.

Há fatores que são necessários ser compreendidos como formando um núcleo dentro do círculo dos processos, por um lado, ligados à memória e à aprendizagem e, por outro, à emoção, à motivação, à atitude e à personalidade. É importante compreender que este ciclo é contínuo, que é vida e não para um momento sequer, mas sua divisão em etapas nos clarifica seus eventos mais importantes.

A psicologia do trânsito, como psicologia aplicada, mantém contatos com as áreas da psicologia básica e especializada e como outras áreas da psicologia aplicada

A Psicologia do Trânsito no Brasil

De acordo com ROZESTRATEN (2006) a Psicologia do Trânsito surgiu como consequência de numerosas pesquisas em dezenas de institutos, laboratórios e centros de pesquisa nas últimas duas décadas. Podemos defini-la como o estudo científico do comportamento dos participantes do trânsito, entendendo-se por trânsito o conjunto de deslocamentos dentro de um sistema regulamentado.

No Brasil, a história da psicologia aplicada ao trânsito remonta à década de 1930, quando se iniciaram as primeiras aplicações de instrumentos psicológicos de orientação e seleção profissional dos futuros profissionais das ferrovias em São Paulo. Nas décadas posteriores, principalmente 1950 e 1960, em razão do avanço da indústria automobilística e do aumento da demanda por segurança, formação e orientação dos condutores, a psicologia do trânsito direcionou suas atividades para o transporte rodoviário, a fim de tentar frear o aumento nos índices de acidentes (Mange, 1956; Trench, 1956 citado por SILVA et al 2007).

Existem alguns obstáculos que impedem a psicologia do trânsito se firmar como tal, isto é, a participação no trânsito não é vista como um trabalho em si, mas como uma atividade mais ou menos rápida; a psicologia do trânsito é identificada como psicotécnico, e ainda não existe no Brasil nenhum cargo de Psicólogo do Trânsito nos órgãos do governo, isso faz com que existam pesquisas incipientes acerca da temática.

Esse conhecimento surgiu como intuito de estudar todos os comportamentos do homem no contexto do trânsito, desde o comportamento dos pedestres, dos motoristas (amadores e profissionais, do ciclista, do motoqueiro, dos passageiros e do motorista de coletivos, e ainda, de modo abrangente, aqueles que fazem parte dos sistemas áreas, ferroviários e fluviais de transporte. No que concerne à psicologia do trânsito ela tem como foco o estudo do comportamento do homem nas rodovias e nas redes viárias de urbanização.

A metodologia não difere essencialmente daquela usada nas outras áreas de Psicologia: ao lado de muitos estudos experimentais, realizados em laboratórios, tem sido desenvolvidos numerosos estudos observacionais feitos nas rodovias e nos cruzamentos urbanos, alem de análises pormenorizadas dos casos de acidentes. Entre o método de observação em situação real e o experimento no laboratório está o método que usa simuladores, estes últimos variando do mais simples ao mais sofisticado. Tem sido também utilizados em pesquisas, carros equipados com todos os registradores possíveis de movimentos e modificações fisiológicas durante a direção do veículo. Um primeiro carro deste tipo foi introduzido na França por G.Michaut, no Laboratoire de Psychologie de la Conduite de ONSER, em Montlhery, onde tive o prazer de estagiar durante um ano. (ROZESTRATEN, 2006).

Para fomentar seus estudos, técnicas e manejo, a psicologia do trânsito se comunica com diversas áreas de conhecimento, bem como a psicofísica e psicofisiologia, a psicologia do desenvolvimento, a gerontologia, a psicologia da motivação e da aprendizagem, a psicopedagogia, a psicologia social, etc.

O que Faz o Psicólogo do Trânsito?

Compete ao psicólogo do trânsito atuar nesse contexto com o intuito de desenvolver pesquisas como foco nos problemas psicológicos, psicofísicos, psicossociais no que tange aos problemas do trânsito; realizar exames psicológicos a fim de emitir um parecer para candidatos a Carteira de Habilitação Nacional; participar de programas voltados à prevenção de acidentes no trânsito; desenvolver trabalhos de educação no trânsito, estudar as implicações do alcoolismo e de outros distúrbios no contexto do transito; colaborar com a justiça e apresenta, quando necessário, laudos, pareceres, depoimentos, dentre outras funções.

Para Hoffmann (2005, p.22), a Psicologia do Trânsito constitui-se num “campo extremamente surpreendente no microcosmo do comportamento humano e na circulação viária, onde Psicologia Social, Psicologia Experimental e Psicologia Ambiental se encontram” porque os problemas, variáveis e pautas de pesquisa podem englobar, por exemplo, desde a pesquisa sobre a acuidade visual mínima indispensável a um motorista até a pesquisa sobre a representação social do automóvel feita por determinado grupo.

A expansão do campo de atuação dos psicólogos nos Departamentos de trânsito, incluiu, ainda, ações para prevenir acidentes; perícias em exames com motoristas objetivando sua readaptação ou reabilitação profissional e tratamento de fobias ao volante. Outro ponto que merece destaque é a inserção profissional de estudantes de psicologia através de estágios curriculares, propiciando experiência de aprendizagem (Departamento Estadual do Trânsito do Rio Grande do Norte, 2005; Alchieri, Silva, & Gomes, 2006).

Apesar de a psicologia do trânsito ser uma área em crescimento, necessita-se que as matrizes curriculares dos cursos de psicologia já que os graduandos, em sua maioria, não possuem disciplinas específicas e têm poucas oportunidades de estudar e produzir conhecimento que fomente a área.

Considerações Finais

À guisa de conclusão, pode-se considerar que a psicologia do trânsito sinaliza uma proposta de entendimento dos comportamentos individuais e sociais das pessoas no contexto do trânsito. Essa, ainda é uma área nova na psicologia, porém, desponta em avanços para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Nesse sentido, tem ganhado visibilidade no que diz respeitos às suas competências, que se expande a um universo muito mais abrangente do que simplesmente um processo de avaliação psicológica para condutores. Em suma a psicologia do trânsito oferece subsídios para garantir a todo sujeito melhores condições e maior segurança no trânsito, promove trabalhos para educação do trânsito e tenta despertar uma consciência crítica de todos aqueles que compõem o contexto do trânsito a fim de minimizar riscos e preservar à vida.

Fonte: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-do-transito/o-que-e-a-psicologia-do-transito © Psicologado.com